Edição Brasileira - Ano II - Edição nº 36, Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

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Reduzir investimento em Segurança é prova de incompetência

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Algumas pessoas devem achar que fui muito agressivo no título desse artigo. Outras vão concordar. E mais algumas vão querer ler o que penso, antes de decidir para qual lado ir...

Então vamos por partes: estamos em um ano de crise. Ou seja: o dinheiro deixou de valer o que valia, as empresas estão tendo cada vez mais dificuldade de faturar e o lucro que se fatura não consegue comprar (ou pagar) o que conseguia, alguns anos atrás.

Deixando de lado as responsabilidades, que todos sabemos de quem é, trata-se de fator crítico de sucesso empresarial conduzir a organização em uma maré destas. E normalmente, a primeira decisão é o "corte de custos".

Pessoalmente, já considero essa estratégia, em um ambiente onde o empresário economiza tudo que pode, uma distorção de semântica. Ou seja: na bonança, ninguém desperdiça dinheiro. Então, de onde tirar os "custos" que sobraram?

Obviamente se não vamos ter uma demanda semelhante aos anos anteriores, vamos reduzir a produção. Li recentemente uma matéria que dizia que o Dia das Mães deste ano foi o pior desde 2008... tanto pela redução do valor dos presentes, quanto pelo montante movimentado pelo comércio. As montadoras começaram a dar férias coletivas aos funcionários desde o início do ano...

Ou seja: reduz-se a produção. E isso significa reduzir compras, reduzir a folha de pagamento, reduzir as vendas e reduzir os gastos com segurança. Opa! Como assim reduzir os gastos com segurança? Quer dizer que por produzir menos e ter menos funcionários, nosso ambiente ficará mais seguro?

Já dizia o fundador da empresa aérea TAM, que um dos indicadores de que uma empresa vai mal é a redução nos gastos em segurança. E que empresas deficitárias SÃO mais expostas a problemas. Justamente por causa disso...

Então, vamos lá: se estamos em um ano de vendas menores, redução de gastos e menos caixa... qual pode ser o impacto financeiro, caso minha organização sofra um problema de segurança? (não vamos nos perder nas infinitas possibilidades, mas vamos citar algumas): falha em TI impedindo o funcionamento do "call center"; vírus na rede de processamento de pagamentos; falha no sistema de energia elétrica...

Fora as PERDAS (ou seja, aquilo que a empresa DEIXOU de ganhar), quanto seria o CUSTO necessário para reposição dos ativos afetados, considerando o valor do dinheiro, nos dias e hoje? Ou seja: quanto custaria eu deixar de gastar em um item previsto no meu orçamento (que foi reduzido no fim do ano passado, considerando-se a previsão de queda no desempenho financeiro deste ano), para REMEDIAR um probema de segurança?

O empresariado no Brasil reconhece o valor do Planejamento Estratégico como ferramenta de desempenho e utilidade para vencer fraquezas e desafios. Mas ainda está longe de perceber que 1 real gasto em preparação é equivalente a 12 reais gastos em recuperação...

Será que sua organização percebeu isso?

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