Edição Brasileira - Ano II - Edição nº 36, Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

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Latam elabora plano de contingência para atender demanda na Olimpíada

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Avião da Latam em soloA Olimpíada do Rio vai exigir das empresas aéreas uma série de ajustes operacionais e na prestação de serviços para que todos os visitantes e atletas sejam atendidos. A expectativa é que mais de 1,5 milhão passem pela capital fluminense pelos 28 dias de competição (incluindo aí os Jogos Paralímpicos). A Latam Brasil espera transportar 25% desse contingente, ou 375 mil pessoas, e para isso montou um plano de operação que inclui espaços para check in na Vila Olímpica, um esquema especial para o transporte de equipamentos esportivos e atendimento voltando há um maior número de pessoas portadoras de necessidades especiais, além da previsão de voos extras.

O diretor de Serviços e Inovação da empresa, Eduardo Costa, afirma que foram investidos R$ 20 milhões nesse projeto, que foi desenvolvido ao longo dos últimos 12 meses. "É um evento maior que a Copa do Mundo e com uma complexidade logística e de bagagens muito maior. Além disso, há um risco de segurança, de atentados, pela exposição de todas as delegações no evento", disse.

Enquanto a Copa do Mundo de 2014 mobilizou 2,5 mil atletas de 32 países em 12 cidades e era considerada pelos organizadores e órgãos de segurança como um evento de baixo risco de atentados. Já a Olimpíada do Rio irá envolver 20,1 mil atletas de 206 países concentrados praticamente apenas em uma cidade - apenas alguns jogos de futebol serão realizados em outras localidades - o que torna o risco elevado.

Para coordenar toda essa logística, foi montada uma mesa de operação em São Paulo, de onde os responsáveis irão receber as informações e eventuais problemas que estejam ocorrendo no Rio. O número de voos extras de e para o Rio soma 100, mas podem chegar a 300. Além disso, seis aeronaves ficarão disponíveis como contingência.

Costa informou que também está sendo negociado, assim como foi na Copa, a facilitação do endosso de passagens entre as companhias aéreas, para evitar maiores atrasos no deslocamento de passageiros em caso de algum problema.

A forma de atendimento aos passageiros também será alterada. No Rio, serão descolocados mais funcionários bilíngues. Além disso, nos voos de e para a capital fluminense com até 60 minutos de duração, não será oferecido o serviço de bordo. O passageiro, ao entrar na aeronave, irá receber um kit com lanche, um bombom e água.

Os atletas poderão fazer check in na Vila Olímpica. Também foi desenvolvido um esquema, similar com o que ocorreu nos Jogos Panamericanos de Toronto (Canadá), para o transporte de bagagens fora do padrão, e que muitas vezes não podem ser transportadas em esteiras.

Uma outra preocupação da companhia foi com o atendimento aos passageiros portadores de necessidades especiais, em especial os cadeirantes. Enquanto em voos rotineiros a presença de cadeirantes é baixa, dificilmente mais de dois por voo, nos Jogos Paralímpicos esse número pode subir para algumas dezenas, o que tende a tornar o embarque mais demorado. Como exemplo, Costa citou que a Espanha fez a cotação para um voo em que podem ser transportados 38 cadeirantes.

Para evitar atrasos, a Latam irá reforçar o número de funcionários nesse voo e também desenvolveu um modelo de cadeira de rodas, mais estreito, que será usado em aeronaves de diferentes tamanhos (as atuais não poderiam ser usadas nos aviões com corredores mais estreitos) e o aluguel de plataformas elevatórias para deslocar as cadeiras dos próprios passageiros para a área de bagagem (deixando assim livre o acesso para o embarque dos demais viajantes).

(Fonte: O Globo)

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