Edição Brasileira - Ano II - Edição nº 36, Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

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Crise do RJ ameaça conclusão de obras do metrô para Olimpíada

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Linha 4 do Metrô do Rio de JaneiroA dois meses da Olimpíada, a inadimplência do estado do Ri de Janeiro com a União ameaça a conclusão da Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema), um dos compromissos da cidade para os Jogos. O empréstimo de R$ 989 milhões do BNDES ainda não foi liberado porque precisa do aval do Tesouro Nacional. E ele só será dado se o estado apresentar documentos que comprovem sua capacidade de honrar compromissos financeiros, o que ainda não foi feito.

Em nota, o estado informou sexta-feira (dia 3) que o empréstimo é “primordial” para o término das obras do metrô, que já têm 95% de execução. A inauguração da Linha 4 está marcada para 1º de agosto, quatro dias antes dos Jogos. Na sexta-feira, o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, disse que a obra não pode atrasar nem mais um dia.

A secretaria estadual de Transportes afirma que “aguarda o aval final do Ministério da Fazenda para a contratação do financiamento, já aprovado pelo BNDES”. No entanto, o banco e o Tesouro Nacional esclarecem que o empréstimo ainda não foi autorizado porque o governo do Rio não apresentou as garantias.

A Secretaria estadual de Fazenda admite que o atraso no pagamento da dívida com a União ocorre devido à crise e à absoluta escassez de recursos. Somente este ano, o governo terá de pagar R$ 10 bilhões, sendo 70% à União e o restante a bancos públicos e organismos financeiros internacionais. A Fazenda diz que busca geração de receitas extraordinárias para suprir o rombo, enquanto prepara “medidas importantes de cortes de despesa”.

O ex-secretário municipal de Transportes Rafael Picciani, que assumiu na sexta-feira como secretário executivo de Coordenação de Governo do Rio, acredita que o metrô ficará pronto a tempo dos Jogos. Mas, caso isso não aconteça, ele diz que a prefeitura já tem um plano B: "Temos o plano de contingência do BRT, que está pronto. Eu espero que não precise ser utilizado porque a população seria muito sacrificada. Como a parte física da obra está pronta, eu tenho confiança em que haverá essa liberação de crédito", disse.

O Consórcio da Linha 4 não se manifestou sobre a possibilidade de o empréstimo do BNDES não ser liberado. As empreiteiras Queiroz Galvão e Odebrecht, que lideram a execução das obras, também não se pronunciaram.

(Fonte: O Globo)

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